Acoustic Reverb cs762

 

 

 

 

 

 

 

 

There are things that are inevitable. Here comes Guilherme with an absolutelly seminal and breakthrough solo album, recorded between May and October in Berlin, 2022, in various Berliner Kirchen: Passionskirche,Magdalenenkirche, Christuskirche, Herz-Jesu-Kirche, Evangelische Stephanus-Kirchegemeinde, St, ChristophorusKirche, Ms Heimatland, Zwinglikirche, Sophienkirche,Zionskirche, and Marthakirche.
Guilherme presents 58 shortminiatures for cello that sound truly amazingly with the acoustics of the churches. This music contains essentially everything, from the ancient to the contemporary. First associations are with ancient music from Heinrich Ignaz Franz Biber (1644-1704), George Philipp Telemann (1681-1767), and, of course, Johann Sebastian Bach (1685-1750), whose solo violin music is so majestically interpreted by Maja Homburger. Indeed, there are moments in Guilherme's work reminding me of Maja's music, especially of her incredible attempts to combine baroque with free improvisation. Second, Guilherme's music reminds me of XXth century avantgarde from Anton Webern (1883-1945), the master of miniature form, through John Cage (1912-1992) and Karlheinz Stockhausen (1928-2007) to Helmut Lechenmann (b.1935) or Giacinto Scelsi (1905-1988). Thirt, this is a free improvised music of the highest quality, and the recording of free improvisation for cello solo are not so frequent. My favorite, close enough, is "Trinity" for viola solo by Mat Maneri, a kind of paradigmatic album released in 2001 by ECM, based more on the American free jazz and free improvisation tradition, as well as Joe Maneri's micro-tonal ideas.
Guilherme's "Acoustic Reverb" is of equal superb quality. For me a Masterpiece of XXIst Century music!!! Maciej Lewenstein.

Guilherme Rodrigues sounds the spaces of eleven churches across fifty-eight vignettes in nearly as many minutes on Acoustic Reverb.
Herringbone bowings and dulcet pizzicato surround silences spacious enough to hear sounds’ delay, decay, and interplay within and with the architecture. A keen ear could parse damping, room size, and other parameters but even generally the characters of each space convey themselves in the differences felt in their reverberations. The space seems to color the cardinal sounding though, even with a wheelhouse of technique, unsystematic sounding makes it hard to examine particulars of the space and location within the space. Regardless, the rich reverb of every room ripples to realize the fluid that fills its container and what is a cup but for its contents. Keith Prosk (Harmonic Series) 

Ce n’est pas le premier album solo du violoncelliste portuguais Guilherme Rodrigues. Acoustic Reverb,tout un programme, fait suite à Cascata (chroniqué dans ces lignes) et se compose de 58 (oui, cinquante huit) miniatures enregistrées dans onze églises de Berlin : Passionskirche, Magdalenenkirche, Christuskirche, Herz-Jesu-Kirche, Evangelische Stephanus-Kirchegemeinde, St Christophorus Kirche, Ms Heimatland, Zwinglikirche, Sophienkirche, Zionskirche and Marthakirche. Chaque morceau porte le nom de la Kirche où elle a été enregistrée et est numérotée en chiffres romains jusque LVIII. Il s’agit d’un beau travail sur la qualité du son, de son grain particulier dans l’espace réverbérant de l’Église avec ses dalles de pierre ou de marbre et ses voûtes. Une multiplicité de formes, une qualité de silence et les résonnances particulières qui ronronnent lorsque les notes graves sont frottées par – dessus la touche ou vrillent l’acoustique lorsque l’archet frotte tout près du chevalet. La manière et la pratique de Guilherme Rodrigues sillonnent plusieurs domaines musicaux : minimaliste, expérimental, classique, improvisé; ou elles évoquent le polyphonique, le médiéval, le chant naturel ou ce que vos références suggéreront. Disons qu’il s’agit du violoncelle universel et d’un tour de force. En effet, concevoir instantanément autant de pièces réussies, dont la forme est concentrée dans une durée brève entre une et deux minutes, dans un laps de temps relativement court (Mai 2022) est la marque d’un grand talent et d’une belle inspiration. On peut s’hasarder à citer Telemann, Bach, Webern, Scelsi, Xenakis et les créations de Sigfried Palm il y a un demi-siècle, mais aussi, pourquoi pas, le chant des baleines ou Terry Riley. Le chant de l’âme en tout cas. J’aime ces staccatos flûtés, ces fragments de mélodie qui s’élancent le long d’une colonne, ces graves vibrants et ces aigus crissant maîtrisés comme un chant d’oiseau. Voilà de quoi écouter en profondeur, réécouter et piocher au hasard des 58 plages de l'album. Un bijou aux très nombreuses facettes qui révèlent leurs secrets au goutte à goutte. Bravo! Jean-Michel Van Schouwburg (Orynx)

O violoncelista Guilherme Rodrigues apresenta neste “Acoustic Reverb” um conjunto de pequenas peças: 58 temas curtos de solo de violoncelo, uma experiência imersiva.
Violoncelista com uma discografia já vasta, Guilherme Rodrigues é um improvisador de visão alargada. Nascido em 1988, Guilherme começou a tocar com o seu pai, o improvisador Ernesto Rodrigues, mentor da imparável Creative Sources Recordings, em paralelo com os seus estudos musicais – começou a estudar trompete e violoncelo, passou pela Orquestra Metropolitana de Lisboa e pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa. Desde então, Rodrigues tem trabalhado com inúmeras formações, em colaborações com músicos portugueses e internacionais, sendo uma das presenças mais regulares do catálogo da editora Creative Sources. Guilherme mudou-se há alguns anos de Lisboa para Berlim, cidade onde se estabeleceu e onde se tem afirmado, mas não deixa de regressar a casa e tocar frequentemente na capital portuguesa.
Se a sua produção discográfica é quase impossível de acompanhar, nas sua múltiplas parcerias e colaborações (na sua página Bandcamp estão 12 edições editadas em 2022!, incluindo o disco “Cosmos”), mais rara será a sua produção a solo. Neste novo disco, “Acoustic Reverb”, o violoncelista reuniu um conjunto de atuações a solo, gravações que partilham algumas características centrais: os temas foram gravados em dez diferentes igrejas de Berlim e num barco (MS Heimatland), entre maio e outubro de 2022. É uma verdadeira experiência imersiva: trata-se de um conjunto de 58 temas (!); as peças são quase sempre muito curtas (menos de dois minutos); aproveitam as características acústicas dos espaços; e remetem, muitas vezes, para uma toada de câmara. E se nas diversas formações – duos, trios, quartetos – ouvimos o seu violoncelo numa vertente comunicante, nesta configuração a solo ouvimos um lado mais concentrado, sobressaindo por vezes um lado mais clássico. Rodrigues serve-se do arco, do pizzicato e de técnicas extensivas, criando momentos sonoros ricos, apesar de breves. Uma abordagem criativa ao violoncelo, numa experiência rara e especial. Nuno Catarino (Jazz.pt)